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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Estado de Choque

Sinais e sintomas
Pele fria, sudorese, palidez de face, respiração curta, rápida e irregular, visão turva, pulso rápido e fraco, semiconsciência, vertigem ou queda ao chão, náuseas ou vômitos.
 
O que fazer
1 - Avaliar rapidamente o estado da vítima e estabelecer prioridades.
2 - Colocar a vítima em posição lateral de segurança (PLS) se possível com as pernas elevadas.
3 - Afrouxar as roupas e agasalhar a vítima.
4 - Lembre-se de manter a respiração. Fornecer ar puro, ou oxigênio, se possível.
5 - Se possível dê-lhe líquidos como água, café ou chá.

O que pode causar
Queimaduras, ferimentos graves ou externos Esmagamentos Perda de sangue Envenenamento por produtos químicos Ataque cardíaco Exposições extremas ao calor ou frio Intoxicação por alimentos Fraturas.



Desmaio
Pode ser considerado um leve estado de choque.
 
Sinais e sintomas
Palidez, enjôo, suor constante, pulso e respiração fracos.
 
O que fazer
1 - Colocar a vítima em Posição lateral de segurança com as pernas elevadas.
2 -
Abaixar a cabeça e realizar leve pressão sobre a nuca.
3 - Desapertar as roupas que estejam apertadas.
4 - Nunca se deve dar de beber a uma pessoa desmaiada! Apenas quando recuperar o conhecimento (quando fôr capaz de segurar o copo por ela própria).
 
O que pode causar
Emoções súbitas, fadiga, ar sufocante, dor, fome ou nervosismo.

Fonte: http://www.primeirossocorros.com/


Parada Cardio-Respiratória

Como reconhecer uma parada cardiorespiratória:

- Pessoa inconsciente. Não responde ao chamado, nem a algum estímulo doloroso.
- Ausência de pulso central (Olhar pulso na região do pescoço)
- Cianose central e de extremidades (Cor arroxeada em lábios e dedos)

Como agir quando reconhecer uma PCR:

Chame por ajuda!

Este é o primeiro passo. Dificilmente a RCP será bem sucedida se esta pessoa não for rapidamente atendida por profissionais capacitados e receber um suporte avançado de vida. Ligue para o SAMU (192), além de vir atender eles poderão instruir as próximas ações. Se na cidade não tiver SAMU, chame o corpo de bombeiros, alguma outra ambulância, ou encontre alguma outra forma de levar essa pessoa até um hospital.
Se no local tiver um Desfibrilador Externo Automático (DEA) peça alguém para buscá-lo. O DEA hoje é obrigatório em locais que tenham grande quantidade de pessoas (shopping, aeroportos e etc)

Inicie as compressões torácicas

As mais novas diretrizes da AHA recomendam que a Ressuscitação Cardiopulmonar(RCP) se inicie pela compressões torácicas

Como Fazer:

A posição correta das mãos é 2 dedos acima do processo xifóide (ossinho no final do tórax,entre as costelas) Você também poderá usar uma linha imaginária entre os mamilos como referencia, porém em mulheres com seios grandes isso se torna impossível.
A massagem deve ser feita sobre o osso esterno que fica no meio do tórax (e não sobre o coração, pois aumenta o risco de quebrar as costelas)
Coloque uma mão sobre a outra, mantenha os braços sempre esticados e comprima o tórax cerca de 5 centímetros. Permita que o tórax volte a posição normal após as compressões (isso faz com que o coração possa se encher de sangue novamente).
A seqüência deve ser de 30 compressões para 2 ventilações.


Adlt1.jpg
            compressão1
 
 
Adlt2.jpg
compressão 2



CPRCOMPR.jpg


Abra a via aérea

Eleve o queixo da vítima, empurrando a testa para trás de forma a hiperestender o pescoço e facilitar a entrada de ar para os pulmões.
Em caso de pacientes vítimas de queda e acidentes, em que pode ter ocorrido lesão da coluna cervical, a manobra acima não é recomendada. Tente ventilar o paciente sem hiperestender o pescoço.


L1.jpg
via aerea


Faça ventilações de resgate

Esse é um ponto crítico na RCP. Respiração boca-a-boca, não é recomendada, pois pode transmitir doenças para o socorrista. Hoje, no mercado, estão a venda mascaras descartáveis para fazer ventilações que podem ser levadas em bolsas ou ficar dentro do carro. O socorrista não tem obrigação de realizar as ventilações. Se esta for a sua opção, continue fazendo as compressões torácicas em um ritmo de 100 por minuto.
As ventilações devem ser sincronizadas com a compressão torácica na sequência de 30 compressoes para 2 ventilações

Use o desfibrilador para chocar o paciente.

O DEA é um aparelho muito simples que pode salvar vidas. Aperte o botão de ligar e siga as instruções que o aparelho lhe der. Existem ritmos de parada cardíaca em que é necessário choque e em outros não. O aparelho é que irá lhe dizer se é o choque será ou não recomendado.
Antes de realizar o choque, certifica-se que ninguém (inclusive você) esteja encostado na vítima. Após o choque, inicie imediatamente as compressões torácicas.
Caso o aparelho não recomende o choque ele irá orienta-lo a continuar as compressões.

Seqüência de Atendimento:

Faça sempre 30 compressões para 2 ventilações. Quando tiver realizados 5 ciclos de 30:2 (aproximadamente 2 minutos), reavalie o paciente, veja se o mesmo tem pulso e respiração. Se não, retorne a RCP.
Caso chegue o desfibrilador, interrompa o ciclo e ligue o mesmo. Passe a seguir as suas instruções.

Lembre o mais importante!!!!!

- Avalie o paciente e reconheça a PCR
- Chame por Ajuda
- Inicie as compressões torácicas
- Abra a Via Aérea
- Realize as ventilações de resgate
- Desfibrile (choque) o paciente


Fonte: http://www.mochileiros.com/como-agir-em-uma-parada-cardiorespiratoria-t51413.html

Queimaduras

O que são: Toda e qualquer lesão decorrente da ação do calor sobre o organismo é uma queimadura.
Gravidade: Uma pessoa com 25% do corpo queimado está sujeita a "choque de queimadura" e pode morrer se não receber imediatamente os primeiros socorros.
O que pode causar: Corpo em contato com: chama, brasa ou fogo, vapores quentes, líquidos ferventes, sólidos super-aquecidos ou incandescentes, substâncias químicas, emanações radioativas, radiações infra-vermelhas e ultra-violetas e eletricidade.
Classificação das queimaduras:
1º Grau – lesões das camadas superficiais da pele. Ex: raios solares.
2º Grau - formação de bolhas na área atingida
3º Grau - atinge tecidos mais profundos até o osso.

Gravidade: O risco de vida está na extensão da superfície atingida devido ao estado de choque e contaminação da área (infecção bacteriana).
O que fazer: Prevenir o estado de choque. Controlar a dor e evitar contaminação.
Pequenas queimaduras
Atingem menos de 10% do corpo.
O que fazer: Lavar com água em abundância.

Grandes queimaduras (atingem mais de 10% do corpo)
O que fazer:
Colocar um pano bem limpo e humedecido (não fure as bolhas, evite tocar a área queimada).
Prevenir o estado de choque
Levar a hospital.

Queimaduras químicas (Ácidos - soda cáustica, outros produtos químicos)
O que fazer: Pequenas - Lavar o local com água corrente. Extensas - Retirar toda a roupa atingida e lavar abundantemente com água a região.
Cuidados: Não aplique ungüentos, graxas, bicarbonato de sódio ou outras substâncias em queimaduras. Não retire corpos estranhos ou graxas das lesões. Não fure as bolhas existentes, nem toque com as mãos a área afetada.

Queimaduras nos olhos
O que pode causar: Contato dos olhos com substâncias irritantes, como ácidos, álcalis, água quente, vapor, cinzas quentes, pó explosivo, metal fundido e chama direta.
O que fazer: Lavar os olhos com soro fisiológico. Venda-los com gaze humedecida e levar ao médico com urgência.
Nota sobre incêndios nas pessoas
O fogo deve ser extinto imediatamente. Se não houver extintor à mão, deve-se usar um cobertor ou algo semelhante. A água é boa extintora salvo nos incêndios de produtos que contenham óleos ou derivados do petróleo. Se as roupas contiverem óleos ou derivados devem ser retiradas assim que possível.
Quando se incendeiam as roupas: devem apagar-se rapidamente com água. Quando não houver água à mão, a vítima deve rebolar-se pelo chão, apagando-lhe o fogo com um cobertor ou algo semelhante. Deve proteger-se o rosto das chamas. Nunca se deve correr com as roupas a arder.


Fonte: http://www.primeirossocorros.com/

Parto de Urgência

1. RECONHECIMENTO:
- Eliminação através da vagina de secreção (muco) com raias de sangue.

-Contrações uterinas de forte intensidade (enrijecimento da musculatura abdominal acompanhado de dor).

- Rompimento da bolsa de água (bolsa amniótica).

- Observar a cor do líquido da bolsa:
normal = líquido claro c/ grumos.
verde = indica sofrimento fetal.

O trabalho de parto é um processo lento que pode durar horas, não se restringindo apenas ao nascimento.

2. CONDUTA:
1. Reconhecer se as dores sentidas pela parturiente são contrações ou apenas dores na região lombar ou na região baixa da barriga.

2. Controlar a freqüência e a intensidade das contrações. Quanto maior a freqüência e a intensidade das dores, mais próximo estará do parto.

3. Questionar a parturiente se já teve filhos e qual o tipo de parto.

4. Verificar os sinais vitais.

5. Questionar sobre tempo de gestação, anormalidades durante a gestação, sangramentos, movimentos do feto.

6. Transportar a gestante para o hospital em decúbito lateral esquerdo.

7. Manter um familiar junto a gestante.

8. Levar, se possível, o cartão com informações sobre o pré - natal.

9. Em caso de hemorragia, transportar a gestante em decúbito lateral e ministrar oxigênio

10. Em caso de sinais e sintomas de parto iminente, proceder conforme POP-15-02.

1. RECONHECIMENTO DO PARTO IMINENTE
- Presença de contrações uterinas de forte intensidade e freqüentes (cerca de 5 contrações no período de 10 minutos).

- Visualização da cabeça do bebê no canal do nascimento (coroamento).

- Sensação intensa de evacuação.

2. CONDUTA NO TRABALHO DE PARTO IMINENTE
1. Solicitar autorização da parturiente ou de seu familiar antes de decidir assisti-la na própria residência, caso não dê tempo para transportá-la ao hospital.

2. Manter um familiar junto da parturiente durante todo o atendimento

3. Deitar a parturiente sobre lençóis limpos.

4. Verificar os sinais vitais.

5. Remover as roupas que possam impedir o nascimento, sem expor a parturiente.

6. Colocar a parturiente com as pernas fletidas (posição ginecológica - fig.15-02A).

7. Lavar as mãos, calçar as luvas.

8. Fazer assepsia da região genital e coxas da parturiente, com água e sabão.

9. Retirar as luvas, abrir o Kit para Parto, calçar novas luvas.

10. Orientar a parturiente para respirar fundo e fazer força durante as contrações, como se estivesse evacuando, deixando-a descansar no período de relaxamento (intervalo das contrações).

11. Durante a expulsão, amparar com uma das mãos a cabeça do bebê, evitando que ela saia com violência e com a polpa dos dedos indicador e médio da outra mão abaixar levemente abaixar a parte posterior da vagina.

12. Caso o cordão umbilical esteja envolvendo o pescoço do bebê (circular de cordão), afrouxá-lo, removendo-o no sentido da nuca para o abdome do bebê.

13. Limpar a face do bebê com um pano limpo.

14. Com as duas mãos em forma de "V", pegar a cabeça na mandíbula e atrás da base do crânio, tomando o cuidado de não pressionar o pescoço do bebê.

15. Forçar a cabeça suavemente para baixo até passar o ombro superior e depois para cima, até passar o outro ombro.

16. Segurar firmemente o bebê, evitando que ele caia.

17. Limpar as vias aéreas e a cabeça sem retirar o vérnix do corpo do bebê.

18. Estimular o bebê passando os dedos suavemente nas costas ou dar tapinhas leves nas solas dos pés.

19. Envolver o bebê com panos limpos inclusive a cabeça, mantendo-o aquecido e mantê-lo no mesmo nível que o corpo da mãe.

20. Manter observação constante do padrão respiratório do bebê.

21. Colocar os clamps no cordão umbilical. O primeiro a 4 dedos (mais ou menos 8 cm) do abdome do bebê e o segundo a 2 dedos (mais ou menos 4 cm ) do primeiro clamp (fig. 15-02 B).

22. Cortar o cordão entre os dois clamps, com bisturi estéril.

23. Aguarda a saída espontânea da placenta durante aproximadamente 15 min. Nunca tentar puxá-la.

24. Após a saída da placenta, verificar se saiu inteira e acondicioná-la em saco plástico.

25. Remover os lençóis sujos, colocar um absorvente higiênico na vagina da parturiente.

26. Massagear o abdome da parturiente, verificando se o útero mantém contraído.

27. Verificar novamente os sinais vitais (da mãe e do bebê).

28. Manter a mãe em repouso.

29. Transportar para o hospital a mãe, o bebê e a placenta. Caso a mãe seja hipertensa, diabética, cardiopata, a apresentação do feto não seja cefálica (pélvica, membros), apresente hemorragia vaginal, prolapso de cordão, líquido amniótico esverdeado; transportar imediatamente ao hospital em decúbito lateral esquerdo, administrando oxigênio durante o transporte.

Advertência
Não permitir que a parturiente com sinais de parto iminente vá ao banheiro. Não impedir, retardar ou acelerar o processo de nascimento. Se houver grande sangramento vaginal pós-parto, transportar a mãe em posição de choque. Se a placenta não sair logo após o nascimento, não aguardar, transportar logo a mãe ao hospital. Na gestante multípara (vários partos anteriores) o processo de expulsão é mais rápido. Não puxar o cordão umbilical para tentar ajudar a saída da placenta.Tomar cuidado de fechar as janelas e portas, evitando que o ambiente esfrie. 
Fonte: http://saibasaude.blogspot.com/2010/03/parto-de-urgencia.html


Picadas ou mordeduras por animais peçonhetos

Acidentes por animais peçonhentos são aqueles provocados por picadas ou mordeduras de animais dotados de glândulas secretoras e aparelhos inoculadores de veneno.
Nos acidentes por mordidas de cobras, devemos sempre considerar como sendo de cobras venosas.

Sinais e sintomas

  • Pequena mordida na pele: pode parecer um ponto pequeno e descolorido.
  • Dor e inchaço, pode ser de desenvolvimento lento, na área da mordida.
  • Pulso rápido e respiração difícil.
  • Fraqueza.
  • Dificuldade visual.
  • Náusea e vômitos.

O que fazer

  • Manter a vítima calma e deitada.
  • Localizar a marca da mordedura e limpar o local com água e sabão.
  • Cobrir com um pano limpo.
  • Remover anéis, pulseiras e outros objetos que possam garrotear, em caso de inchaço do membro afetado.
  • Evitar que a vítima se movimente para não favorecer a absorção do veneno.
  • Tentar manter a área afetada no mesmo nível do coração ou, se possível, abaixo dele.
  • Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo, para receber o soro anti-ofídico.
  • Se possível, levar o animal para que seja identificado e para que a vítima receba o soro específico.

O que não fazer

  • Não fazer torniquete, isto impede a circulação do sangue e pode causar gangrena ou necrose local.
  • Não cortar o local da ferida, para fazer 'sangria'.
  • Não aplicar folhas, pó de café ou terra sobre a ferida, poderá provocar infecção.

Características

A ação do veneno pode provocar as seguintes reações:
  • Proteolítica: necrose tecidual (morte do tecido lesado) devido à decomposição das proteínas.
  • Neurotóxica: ação no sistema nervoso causando queda palpebral; formigamento no local afetado, alterações de consciência e perturbações visuais.
  • Hemolítica: destruição das hemáceas no sangue.
  • Coagulante: causa deficiência na coagulação sangüínea.

Como evitar acidentes

  • Usar botas. Isto evita até 80% dos acidentes, pois as cobras picam do joelho para baixo. Mas antes de calçá-las verificar se dentro não há cobras, aranhas e outros animais peçonhentos.
  • Proteger as mãos. Não enfiar as mãos em tocas, cupinzeiros, ocos de troncos etc. Usar um pedaço de madeira para verificar se não há animais.
  • Acabar com os ratos. A maioria das cobras alimentam-se de roedores. Manter sempre limpos os terrenos, quintais e plantações evita atrais estes predadores.
  • Conservar o meio ambiente. O desmatamentos e queimadas, além de destruir a natureza, provocam mudanças de hábitos dos animais que se refugiam em celeiros ou mesmo dentro de casas. Também não se deve matar as cobras, pois elas contribuem com o equilíbrio ecológico.

Importante

O Instituto Butantan, no Brasil, fabrica soros específicos, usados na terapia de várias doenças causadas por animais peçonhentos. Esses soros são distribuídos nos Centros de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e, eventualmente, para todo o país.

Telefones Úteis

Hospital Vital Brasil – (0xx11) 3726-7962
Instituto Butantan – (0xx11) 3726-7222

Fonte: http://www.einstein.br/espaco-saude/primeiros-socorros/Paginas/acidentes-por-animais-peconhentos.aspx

Intoxicações e Envenenamentos

Atenção! Nenhuma medida tomada deve atrasar a busca de atendimento médico. Em todo caso de intoxicação ou envenenamento, procure o pronto-socorro mais próximo ou ligue para o serviço de emergência (SAMU 192 ou Bombeiros 193). Entre em contato com a Central de Intoxicação CEATOX 0800 148110.
Os primeiros socorros para casos de intoxicação ou envenenamento devem ser tomados até que seja possível o atendimento especializado:
  1. Evitar entrar em contato com o produto intoxicante.
  2. Remover a vítima para local arejado.
  3. Afrouxar as vestes e, caso estejam contaminadas, retirá-las, cortando-as.
  4. Nunca deixar a vítima sozinha.
  5. Deixar a vitima falar, deixando-a o mais confortável possível.
  6. Transportar a vítima em posição lateral, a fim de evitar aspiração de vômito, se ocorrer.
  7. Levar restos da substância, recipientes, aplicadores para ajudar os médicos na identificação do veneno ou intoxicante.

Nos casos de intoxicação por contato (pele)

  1. Lavar abundantemente o local afetado com água corrente.
  2. Se os olhos forem afetados: lavar com água corrente durante 15 minutos e cobri-los, sem pressão, com pano limpo ou gaze.

Nos casos de intoxicação por inalação

  1. Remover a vítima para local arejado.

Nos casos de intoxicação por ingestão

  1. Não provocar vômito.
  2. Não oferecer água, leite ou qualquer outro líquido.
Fonte: http://www.bancodesaude.com.br/primeiros-socorros/envenenamentos-intoxicacoes

Hemorragias

A perda de sangue devido ao rompimento de um vaso sangüíneo - veia ou artéria.
Toda hemorragia deve ser controlada imediatamente.
A hemorragia abundante e não controlada pode causar a morte em minutos. Não perca tempo!

Estanque a hemorragia - Use uma compressa limpa e seca: de gaze, de pano ou mesmo um lenço limpo elevando a parte do corpo que sangra.
- Coloque a compressa sobre o ferimento
- Pressione com firmeza
- Use atadura, uma tira de pano, gravata ou outro recurso que tenha a mão para amarrar a compressa e mantê-la bem firme no lugar
- Caso não disponha de uma compressa, feche a ferida com o dedo ou comprima com a mão evitando uma hemorragia abundante
- Pontos de pressão - calque fortemente, com o dedo ou com a mão de encontro ao osso, nos pontos onde a veia ou a artéria são mais fáceis de encontrar. Esses pontos são fáceis de decorar, desde que você os observe com atenção.
- Se o ferimento for nos braços ou nas pernas, sem fratura, a hemorragia será¡ controlada mais facilmente levantando-se a parte ferida.
- Se o ferimento for na perna - dobre o joelho. Se o ferimento for no antebraço - dobre o cotovelo. Mas sempre tendo o cuidado de colocar por dentro da parte dobrada, bem junto da articulação, um chumaço de pano, algodão ou papel.

Atenção
Os torniquetes são usados essencialmente nos casos de amputação ou esmagamento de membros e só podem ser colocados no braço ou na coxa.
Como fazer um torniquete
- Use panos resistentes e largos. Nunca use arame, corda, barbante ou outos materiais muito finos ou estreitos que possam ferir a pele.
- Enrole o pano em volta da parte superior do braço ou da perna, logo acima do ferimento.
- Dê um meio nó
- Coloque um pequeno pedaço de madeira no meio nó
- Dê um nó completo sobre a madeira.
- Torça o pedaço de madeira até parar a hemorragia. Fixe o pedaço de madeira.
- Marque com lápis, batom ou carvão na testa ou em qualquer lugar visível da vítima, as letras "TQ" (torniquete) e a hora.
- Não cubra o torniquete.
- O torniquete só deve ser usado quando outro método não for eficiente ou se houver somente um socorrista e a vítima necessitar de outros cuidados importantes.
- Desaperte gradualmente o torniquete a cada 10 ou 15 minutos. Se a hemorragia não voltar, deixe o torniquete frouxo no lugar, de modo que ele possa ser reapertado em caso de necessidade.

Atenção
A qualquer tempo se o paciente ficar com as extremidades dos dedos frias e arroxeadas, afrouxe um pouco o torniquete, o suficiente para reestabelecer a circulação, reapertando a seguir caso prossiga a hemorragia. Ao afroxar o torniquete, comprima o curativo sobre a ferida.
Enquanto estiver controlando a hemorragia, proceda da seguinte forma: Mantenha a vítima agasalhada com cobertores ou roupas, evitando seu contato com o chão frio.

Fonte: http://www.primeirossocorros.com/

Fraturas, Luxações e Entorses

O esqueleto humano é a estrutura de sustentação do corpo sobre o qual se apoiam todos os tecidos. Para que possamos nos mover, o esqueleto se articula em vários lugares e os músculos que envolvem os ossos fazem com que estes se movam. Esses movimentos são controlados pela vontade e coordenados por nervos específicos.
Existem diferentes formas de lesões nessas estruturas. Os ossos podem quebrar-se (fratura), desencaixar-se em alguma articulação (luxação) ou ambos. Os músculos e os tendões que os ligam aos ossos podem também ser distendidos ou rompidos.
FRATURAS: Podemos definir uma fratura como sendo a perda, total ou parcial, da continuidade de um osso. A fratura pode ser simples (fechada) ou exposta (aberta). Na fratura simples não há o rompimento da pele sobre a lesão e nas expostas sim, isto é, o osso fraturado fica exposto ao meio ambiente, possibilitando sangramentos e um aumento do risco de infecção.
No caso de fraturas, a vítima geralmente irá queixar-se de dor no local da lesão. O socorrista poderá identificar também, deformidades, edemas, hematomas, exposições ósseas, palidez ou cianose das extremidades e ainda, redução de temperatura no membro fraturado.
A imobilização provisória é o socorro mais indicado no tratamento de fraturas ou suspeitas de fraturas. Quando executada de forma adequada, a imobilização alivia a dor, diminui a lesão tecidual, o sangramento e a possibilidade de contaminação de uma ferida aberta.
As roupas da vítima devem ser removidas para que o socorrista possa visualizar o local da lesão e poder avaliá-lo mais corretamente. As extremidades devem ser alinhadas, sem no entanto, tentar reduzir as fraturas expostas.
Realize as imobilizações com o auxílio de talas rígidas de papelão ou madeira, ou ainda, com outros materiais improvisados, tais como: pedaços de madeira, réguas, etc.
Nas fraturas expostas, antes de imobilizar o osso fraturado, o socorrista deverá cobrir o ferimento com uma pano bem limpo ou com gaze estéril. Isto diminuirá a possibilidade de contaminação e controlará as hemorragias que poderão ocorrer na lesão.
É importante que nas fraturas com deformidade em articulações (ombros, joelhos, etc), o socorrista imobilize o membro na posição em que ele for encontrado, sem mobilizá-lo.
EM ARTICULAÇÕES, IMOBILIZE O LOCAL SUSPEITO DA FRATURA, NA POSIÇÃO ENCONTRADA INICIALMENTE

A auto-imobilização é uma técnica muito simples, que consiste em fixar o membro inferior fraturado ao membro sadio, ou o membro superior fraturado ao tórax da vítima. É uma conduta bem aceita em situações que requeiram improvisação. Esta técnica é também muito utilizada no atendimento de fraturas nos dedos da mão.
Na dúvida, imobilize e trate a vítima como portadora de fratura até que se prove o contrário.
Nas fraturas associadas com sangramentos significativos, o socorrista deverá estar preparado para atender também o choque hipovolêmico
LUXAÇÕES: A luxação é uma lesão onde as extremidades ósseas que formam uma articulação ficam deslocadas, permanecendo desalinhadas e sem contato entre si. O desencaixe de um osso da articulação (luxação) pode ser causado por uma pressão intensa, que deixará o osso numa posição anormal, ou também por uma violenta contração muscular. Com isto, poderá haver uma ruptura dos ligamentos.
Os sinais e sintomas mais comuns de uma luxação são: dor intensa, deformidade grosseira no local da lesão e a impossibilidade de movimentação.
Em caso de luxação, o socorrista deverá proceder como se fosse um caso de fratura, imobilizando a região lesada, sem o uso de tração. No entanto, devemos sempre lembrar que é bastante difícil distinguir a luxação de uma fratura.
ENTORSES: Entorse pode ser definido como uma separação momentânea das superfícies ósseas, ao nível da articulação. A lesão provocada pela deformação brusca, geralmente produz o estiramento dos ligamentos na articulação ou perto dela. Os músculos e os tendões podem ser estirados em excesso e rompidos por movimentos repentinos e violentos. Uma lesão muscular poderá ocorrer por três motivos distintos: distensão, ruptura ou contusão profunda.
O entorse manifesta-se por um dor de grande intensidade, acompanhada de inchaço e equimose no local da articulação.
O socorrista deve evitar a movimentação da área lesionada, pois o tratamento do entorse, também consiste em imobilização e posterior encaminhamento para avaliação médica.
Em resumo, o objetivo básico da imobilização provisória consiste em prevenir a movimentação dos fragmentos ósseos fraturados ou luxados. A imobilização diminui a dor e pode ajudar a prevenir também uma futura lesão de músculos, nervos, vasos sangüíneos, ou ainda, da pele em decorrência da movimentação dos fragmentos ósseos.
Se a lesão for recente, esfrie a área aplicando uma bolsa de gelo ou compressa fria, pois isso reduzirá o inchaço, o hematoma e a dor.
IMOBILIZAÇÃO: Se o membro fraturado estiver dobrado, o socorrista não poderá imobilizá-lo adequadamente. Deverá então, com muito cuidado, aplicar uma tração manual para endireitá-lo, o que impedirá a pressão sobre os músculos, reduzindo a dor e o sangramento que estejam ocorrendo no local da lesão. A tração deverá ser aplicada com firmeza observando o alinhamento do osso até que o membro fique totalmente imobilizado. Se o socorrista puxar em linha reta, não causará nenhuma lesão. No entanto, recomenda-se não insistir na manobra caso a vítima informar que a dor está ficando muito forte.

bombeirostubarao


IMPORTANTE
  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos 
Fonte: http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/4730

Feridas

Ferimentos Leves ou Superficiais
O que fazer
Faça limpeza do local com soro fisiológico ou água corrente, curativo com mercúrio cromo ou iodo e cubra o ferimento com gaze ou pano limpo, encaminhando a vítima ao pronto Socorro ou UBS.

Cuidados
Não tente tirar farpas, vidros ou partículas de metal do ferimento.

Ferimentos profundos (caso haja hemorragia, siga as instruções anteriores)
Ferimentos abdominais abertos Procedimentos: evite mexer em vísceras expostas, cubra com compressa húmida e fixe-a com faixa, removendo a vítima com cuidado a um pronto-socorro mais próximo.

Ferimentos profundos no tórax

Procedimentos: cubra o ferimento com gaze ou pano limpo, evitando entrada de ar para o interior do tórax, durante a inspiração. Aperte moderadamente um cinto ou faixa em torno do tórax para não prejudicar a respiração da vítima.

Ferimentos na cabeça
Procedimentos:
afrouxe suas roupas, mantenha a vítima deitada em decúbito dorsal e agasalhada. Faça compressas para conter hemorragias, removendo-a ao posto de saúde mais próximo.
Não dar de beber ou comer a um ferido. Não será aconselhável se tiver de ser operado. Os alimentos sólidos podem piorar o seu estado.

Ferimentos Perfurantes
O que são:
Lesões causadas por acidente com vidros e metais, etc.

O que fazer:
Farpas - Prenda-as com uma atadura sobre uma gaze.
Atadura - Nos dedos, mãos, antebraço ou perna, cotovelo ou joelho -
Como fazer. Bandagem - Serve para manter um curativo, uma imobilização de fratura ou conter provisoriamente uma parte do corpo lesada.

Cuidados:
A região deve estar limpa e os músculos relaxados. Começar das extremidades dos membros lesados para o centro. Qualquer enfaixamento ou bandagem que provoque dor ou arroxeamento na região deve ser afrouxado imediatamente.

Ferimentos na Cabeça
O que fazer:
Quando se suspeita que existe comoção cerebral (perda de conhecimento durante 1 hora, indisposição e vómitos
- Deverá evitar-se todo o esforço corporal.
- Em caso de inconsciência ou de inquietação, deite a vítima de costas e afrouxe suas roupas, principalmente em volta do pescoço. Agasalhe a vítima.
- Havendo hemorragia em ferimento no couro cabeludo, coloque uma compressa ou um pano limpo sobre o ferimento. Pressione levemente. Prenda com ataduras.
- Se o sangramento for no nariz, na boca ou num ouvido, vire a cabeça da vítima para o lado que está sangrando.
- Se escoar pelo ouvido um líquido límpido, incolor, deixe sair naturalmente, virando a cabeça de lado.
- Deverá recorrer a tratamento médico.

No caso de feridas graves:

- Deverá praticar-se uma atadura protectora de uma eventual lesão traumática.
- Se o ferido tiver perdido o conhecimento deverá ser colocado em posição lateral de segurança (PLS)
- Deverá ser transportado ao hospital de preferência em ambulância.
Nunca se deverá tentar tirar lascas de osso.



Ataduras:
Com o objetivo de manter um curativo, uma imobilização de fratura ou conter provisoriamente uma parte do corpo, empregam-se ataduras. Na falta de ataduras, use tiras limpas de um lençol, de uma saia, um lenço, um guardanapo ou uma toalha. Na aplicação de uma bandagem tome os seguintes cuidados:
A região deve estar limpa
Os músculos relaxados
Enfaixe no sentido da extremidade para o centro, Ex: nos membros superiores, no sentido da mão para o braço
Não imprima uma pressão excessiva ao enfaixar. A circulação deve ser mantida
Deixe sempre as extremidades (dedos) livres, para observar arroxeamento e frio na pele local.


Fonte: http://www.primeirossocorros.com/

Exposição ao Calor

São mais vulneráveis ao calor, necessitando, por essa razão, de maior atenção:
- As crianças nos primeiros anos de vida
- As pessoas idosas
- Os portadores de doenças crónicas, nomeadamente os que sofrem de afecções cardíacas, respiratórias, renais, diabetes e doença mental
- As pessoas acamadas
- As pessoas obesas
O que fazer: de uma forma geral, tentar reduzir a temperatura do corpo. Retirar a vítima do local, humedeçer a cabeça e o tronco com água fria, ofereçer líquidos à vontade.

Ingestão de líquidos
Em condições normais, quando a temperatura ambiente sobe, o corpo, para manter a sua temperatura dentro de parâmetros compatíveis com um estado saudável, transpira.
Mas se essa transpiração for excessiva, o corpo pode desidratar e dar origem a uma situação grave de saúde.
Pode também acontecer que o mecanismo da sudação não cause o abaixamento da temperatura corporal e, nesse caso, uma alta temperatura corporal, a par de um grau excessivo de desidratação, pode provocar danos irreversíveis no cérebro ou em outros orgãos.
É por isso fundamental aumentar a ingestão de líquidos, de preferência água ou sumos de fruta natural, ainda que não tenha sede, pois com frequência a sede é inferior às necessidades hídricas do indivíduo.
Esta situação torna-se mais preocupante nas pessoas idosas que, muitas vezes, não sentem sede, apesar de terem graus diversos de desidratação.
Se, devido a algum problema, estiver a seguir uma dieta com restrição de líquidos deve aconselhar-se com o seu médico sobre como proceder nestas situações.
Algumas bebidas, como as alcoólicas podem aumentar a desidratação, pelo que são desaconselhadas, o mesmo acontecendo com as bebidas gaseificadas, com cafeína, ricas em açúcar ou quentes.

Sal e Minerais
Com a sudação perde-se uma quantidade importante de sal e minerais do organismo, podendo essa falta ser responsável por diversos sintomas como fraqueza, cansaço, dificuldade de concentração, cãibras, entre outras. É por isso, muito importante que, para além de garantir a hidratação, se reponham os sais minerais e o sal.
Esta reposição pode ser feita através de sumos de frutas, que contêm sais minerais no seu estado natural, ou, caso não seja possível, através de substâncias contenham esses minerais.
Com essa finalidade existem produtos vendidos nas farmácias ou em supermercados, como é o caso das denominadas bebidas dos desportistas.
Se houver indicação médica de dieta hipossalina (com pouco sal), ou se tiver insuficiência renal é aconselhável consultar o médico sobre a utilização destes suplementos e bebidas.
No domicílio
Se a sua habitação for muito quente e houver possibilidade, é conveniente, em especial nas horas de mais calor, visitar um local com ar condicionado, por exemplo, museu, biblioteca, centro comercial, cinema.
Nos momentos de calor mais intenso, recomenda-se também, sempre que possível, um duche de água tépida ou fria.
Reduzir a roupa da cama ao mínimo, sobretudo no caso dos bebés e doentes acamados.
Evitar os esforços físicos.
Baixar as persianas e abrir as janelas para diminuir a temperatura dentro de casa.
O uso de ventoinhas pode ser uma forma de baixar um pouco a temperatura, ao fazer circular o ar.
Em casa, especialmente quando se é portador de determinadas doenças crónicas do foro cardiovascular, aconselha-se a estar, durante alguns períodos de tempo, com os membros inferiores elevados

Comida
Evitar comer muito às refeições e evitar, também, a comida “pesada” ou picante.Depois de comer, esperar/descansar um pouco antes de começar com tarefas que exijam esforço físico.
Pessoas em risco
As pessoas em risco, por sofrerem de doença grave ou outra situação que as debilite nas situações de calor, devem ser vigiadas amiudadamente, para que possam ser socorridas, se for necessário.
Dentro de edifícios
Se precisar de se deslocar a edifícios sem ar condicionado e onde possam existir aglomerados de pessoas, tente fazê-lo fora das horas de maior calor, idealmente logo de manhã, especialmente se sofrer de doença cardiovascular ou se for idoso.
O que foi explicado anteriormente diz também respeito, por exemplo, à hora que escolher para ir à missa. É de todo conveniente que vá logo de manhã, em vez de ir à hora do almoço ou ao fim da tarde, porque a essas horas, devido ao calor e ao número de pessoas presentes, acontece com alguma frequência sobretudo aos mais fragilizados, pela doença ou idade, sentirem-se mal ou até desmaiarem.
Exposição ao sol
- Evitar, se possível, a exposição ao sol, ainda que por períodos curtos.
- Não permanecer em viaturas estacionadas ao sol, em especial, nas horas de maior calor e se pertencer ao grupo das pessoas citadas, no início, como mais vulneráveis.
- Se for necessária a exposição ao sol, usar chapéu, roupa larga, de cores claras e, de preferência, de tecidos naturais pouco quentes ( por exemplo: algodão ) e pôr protector solar ( com índice de protecção solar > 15 ). Sempre que possível, procurar locais à sombra, frescos, arejados e descansar ou diminuir o esforço físico durante um certo período de tempo.
- Também se recomenda que os bebés e as pessoas idosas não devem ir à praia nos dias de grande calor.
Aclimatar
Para as pessoas que se deslocam de um lugar com clima frio ou temperado para um local quente é importante a aclimatação ao corpo, durante alguns dias, para aumentar a tolerância às altas temperaturas, antes de se exporem ao sol ou começarem a fazer exercício físico.
Golpe de calor
Esta situação ocorre quando o corpo não consegue controlar a sua própria temperatura. Os mecanismos da sudação falham e a temperatura sobe rapidamente, podendo, em 10-15 minutos, atingir os 39 graus Celsius, o que pode causar a morte ou uma deficiência crónica se não for prestado tratamento de forma célere.
Sinais e sintomas:
- Temperatura corporal alta
- Pele vermelha, quente e seca, sem suor
- Pulso rápido e forte
- Dor de cabeça
- Tonturas
- Náuseas
- Confusão
- Perda de consciência

Perante esta situação é necessário:
- Procurar ajuda médica
- Baixar a temperatura corporal
- Procurar uma sombra ou um lugar fresco e usar os métodos possíveis para baixar a temperatura: banho de - água fria ou tépida, em banheira, com mangueira ou esponja.
- Se houver contracções corporais involuntárias, não dar líquidos e prevenir que a pessoa se magoe, colocando algo na boca que a impeça se morder
- Esgotamento devido ao calor
- Situação devida a perda excessiva de líquidos e de sal pela sudação. Torna-se especialmente grave nos idosos e hipertensos.
Desmaio
A pele pode estar fria e húmida. O pulso fica fraco e rápido. A respiração torna-se rápida e superficial.
Se os sintomas forem graves, ou se a pessoa tiver problemas de coração ou tensão alta, procurar ajuda médica imediata.
Se os sintomas não forem graves, ou enquanto o médico não chega, deve-se fazer arrefecimento, hidratação e proporcionar descanso.
Cãibras
Embora menos grave que as anteriores, esta situação pode também necessitar de tratamento médico.
Normalmente afecta as pessoas que suam muito, devido a exercício físico intenso, podendo também acontecer, apenas, devido ao calor.
As cãibras são especialmente perigosas nas pessoas com problemas cardíacos ou com dietas hipossalinas.
O que fazer:

Parar o exercício
Procurar um local fresco e calmo
Beber sumos ou bebidas com minerais

Procurar o médico se as cãibras não passarem ao fim de uma hora.

Fonte: http://www.primeirossocorros.com/

Choque Elétrico

Atenção! Nenhuma medida tomada deve atrasar a busca de atendimento médico. Em todo caso de acidente com choque elétrico, procure o pronto-socorro mais próximo ou ligue para o serviço de emergência (SAMU 192 ou Bombeiros 193).
Os primeiros socorros para choques elétricos devem ser tomados para cessar a descarga elétrica e até que seja possível o atendimento especializado.
  1. O mais rapidamente possível, fazer cessar a passagem de corrente elétrica através do corpo da vítima:
    1. Cortando a tensão se o interruptor, tomada ou quadro de força estiver suficientemente acessível.
    2. Afastando os fios da vítima ou esta daqueles. O socorrista deve isolar-se, usando luvas, calçados com solado de borracha ou objetos não condutores, como a madeira.
  2. Se a vítima estiver inconsciente, retirar a dentadura ou óculos eventualmente existentes e folgar as roupas.
  3. 3. Se a vítima não estiver respirando, iniciar imediatamente uma técnica de respiração artificial (boca a boca).
  4. Se a vítima não tem pulso, além de respiração boca a boca, realizar massagem cardíaca externa (2 socorristas) ou 15 compressões do coração seguidas de 4 insuflações de ar (1 socorrista).Se a vítima apresentar queimaduras:
  5. Não aplicar qualquer substância.
  6. Remova imediatamente: anéis, pulseiras, relógios, colares, cintos, sapatos e roupas, antes que a área afetada comece a inchar.
  7. Se algum tecido tiver aderido à queimadura, não force a sua retirada.
  8. Proteja a área com um pano limpo. 

Fonte: http://www.bancodesaude.com.br/primeiros-socorros/choque-eletrico

Asfixia

Definição

A asfixia (sufocação ou engasgo) é o espasmo da tosse e expectoração que se apresentam em conseqüência da penetração de líquidos ou sólidos nas vias aéreas (a isto se chama aspiração). O reflexo da tosse da criança expulsará o líquido aspirado da traquéia em 10 a 30 segundos. A obstrução completa se apresenta quando algum alimento sólido ou algum objeto estranho se aloja na laringe (também pode ocorrer em casos graves de difteria ou crupe). Nestas condições, a criança não pode respirar, chorar nem falar. O lactente estará em estado de pânico e, se a obstrução não for eliminada em 1 ou 2 minutos, a criança desmaiará.

Primeiros socorros

1- Chame a equipe de resgate IMEDIATAMENTE

Chame a equipe de resgate imediatamente em todos os casos de asfixia por um objeto sólido.

Em geral, o engasgo por líquidos é temporário e inofensivo. Chame a equipe de resgate se seu filho se engasgar com um líquido e ficar azulado, com o corpo pálido ou perder os sentidos.

2- Estimule a tosse

Enquanto seu filho estiver respirando e tossindo, não faça nada exceto estimulá-lo a expulsar por si só o material aspirado, por meio da tosse. O objetivo principal do reflexo de tosse de seu filho é limpar a traquéia. Não lhe ofereça nada para beber porque os líquidos poderiam ocupar o espaço necessário para a passagem do ar.

3- Manobra de Heimlich se a respiração de uma criança de mais de 1 ano de idade parar

Se seu filho não consegue respirar, tossir nem emitir sons, aplique uma pressão intermitente na parte superior do abdome. Coloque-se atrás de seu filho e abrace-o enrolando seus braços em torno dele bem abaixo das costelas inferiores mais acima da cintura. Aplique um movimento brusco para cima em um ângulo de 45 graus para expulsar todo o ar do peito e fazer sair o objeto alojado na traquéia. Repita esta pressão abdominal brusca para cima de 6 a 10 vezes em sucessão rápida.

Se seu filho não consegue ficar de pé e é muito pesado para que você o carregue, deite-o de costas no chão. Ponha suas mãos em ambos os lados do abdome, imediatamente abaixo das costelas inferiores e aplique empurrões fortes, bruscos, para cima.

4- Tapas nas costas e compressões no peito se uma criança de menos de 1 ano de idade pára de respirar

Se seu bebê não pode respirar nem tossir, coloque-o de cabeça para baixo entre seus joelhos ou em seu antebraço (quer dizer, utilize a força da gravidade para ajudar a retirar o objeto). A seguir, dê 5 tapas fortes em rápida sucessão entre as omoplatas, com a parte inferior da palma da mão. (Isto não é útil em crianças maiores).

Ressuscitando seu filho desmaiado por asfixia

A unidade móvel de socorro (ambulância) deve estar a caminho.

Abra rapidamente a boca e olhe se existe algum objeto que possa ser extraído com os dedos ou pinças (geralmente não há). Não enfie seus dedos na boca da criança a menos que esteja vendo o objeto. Fazer isto às cegas pode empurrar o objeto mais ainda através da laringe.

Se sabe como fazê-lo, inicie a respiração boca a boca. Geralmente pode-se forçar o ar para além do objeto. Se a ressuscitação boca a boca não mover o peito, repita a pressão abdominal brusca (se ele for maior de 1 ano) ou as compressões no peito (se for menor de 1 ano).

Prevenção

A asfixia pode ser potencialmente fatal; portanto, evite que torne a acontecer, não dando a seu filho alimentos ou objetos pequenos, que tenham mais probabilidade de causar asfixia.

Os alimentos que apresentam maior risco de causar asfixia são: todo tipo de nozes e amendoins, sementes de girassol, sementes de laranja, caroços de cereja, sementes de melancia, chicletes, caramelos, pipocas de milho, cenouras cruas, torresmos, balas duras, carnes duras, etc. Não se deve servir alimentos crus a crianças com menos de 4 anos de idade, porque é preciso ter os dentes molares para mastigá-los bem e talvez não entendam que algumas sementes devem ser cuspidas e não engolidas. Nunca alimente seu filho dentro de um veículo em movimento, por que as freadas bruscas podem fazê-lo sufocar subitamente.

Os alimentos macios que mais freqüentemente causam asfixia mortal são as salsichas (cachorro-quente) e as uvas. Estes alimentos devem ser picados antes de servidos. Deve-se advertir à babá e aos irmãos maiores que não dividam estes alimentos com o bebê.

A asfixia com balões de borracha é a principal causa de morte por asfixia com objetos. A maioria dos acidentes ocorrem quando as crianças engolem um balão vazio que estavam mastigando. Avise seu filho para que ele jamais mastigue ou chupe pedaços de balões. Mesmo adolescentes já morreram por causa deste acidente inesperado. Morder um balão cheio também é perigoso porque o mesmo pode estourar.

Fonte: http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3290&ReturnCatID=1617

Alcoolismo

Sinais e sintomas
Agitação psicomotora, espasmos musculares (contrações) ou não, salivação intensa ("bába"), perda dos sentidos , relaxamento dos esfíncteres, podendo urinar e evacuar, durante a convulsão.
O que fazer
1 - Afastar objetos do chão que possam causar lesões ou fraturas
2 - Afastar os curiosos, dar espaço para a vítima
3 - Proteger a cabeça da vítima com a mão, roupa, travesseiro, etc,
4 - Lateralizar a cabeça para que a saliva escorra , evitando com isso que venha a se afogar
5 - Não imobilizar membros (braços e pernas), deixá-los livres
6 - Afrouxar roupas
7 - Observar se a respiração está adequada, se não há obstrução das vias aéreas
8 - Não tracionar a língua ou colocar objetos na boca para segurar a língua (tipo colher, caneta, madeira, dedos, etc.)
9 - Ao lateralizar a cabeça, a língua lateralizou-se também, liberando a passagem do ar.
10 - Limpar as secreções salivares, com um pano ou papel, para facilitar a respiração
11 - Após passar a convulsão, se a vítima quiser dormir, deixe-a descansar, enquanto aguarda o socorro.
12 - Não medique a vítima, mesmo que ela tenha os medicamentos. Os reflexos não estão totalmente recuperados, e ela pode se afogar ao engolir o comprimido e a água.
13 - Se a convulsão for provocada por febre alta (geralmente em crianças), atenda da mesma maneira como descrito no atendimento e dê-lhe um banho com água morna de chuveiro, vista-a com roupas leves e providencie a atendimento médico.
14 - Se a convulsão for provocada por acidente ou atropelamento, não retire-a do local, atenda-a e aguarde a chegada do socorro médico. É grave e tem risco de vida, se for transportada inadequadamente, pode morrer.

Cuidados

Não discuta com o doente, não seja áspero ou autoritário. Não segure o doente, salvo para impedi-lo de ferir-se ou outrem.


Fonte: http://www.primeirossocorros.com/

Afogamento

Saber o que fazer em caso de afogamento pode salvar uma vida. Nesta situações medidas de socorro imediatas são essenciais.
  1. Coloque a vítima sobre os joelhos de barriga para baixo para que consiga expelir a água ingerida;
  2. Aspire as secreções do nariz e da garganta;
  3. Inicie imediatamente a respiração artificial (respiração boca-a-boca);
  4. Tire a roupa molhada e aqueça-o com cobertores ou bolsas quentes.
O afogado apresenta pulso fraco, perda de consciência e queda de temperatura. Pode ter uma coloração azulada a pele ou extremamente pálida.
Os cuidados referidos não dispensam observação médica à vítima.

Fonte: http://www.tuasaude.com/o-que-fazer-em-caso-de-afogamento/

Acidente de viação (Automobilísticos)

Procedimentos que o socorrista deverá seguir aquando de um acidente de viação:

1 - Parar imediatamente.

2 - Tomar medidas adequadas a evitar novos acidentes: utilização do triângulo de pré-sinalização de perigo e das luzes de emergência.
3 - Comunicar, através do número nacional de emergência - 112, com a G.N.R. ou a Polícia e, havendo feridos, solicitar a presença de ambulância.
4 - Não deslocar os feridos, não puxar pelos seus membros, não lhes dar de beber (água ou álcool), não lhes retirar o capacete, não os deixar expostos ao frio ou intempéries.
5 - Deverão existir cuidados com a proximidade de combustível, ácido de bateria e fragmentos de vidros.
6 - Dever-se-á tentar retirar a vítima do carro desligando a viatura, libertando o cinto de segurança. Pegar na vítima por trás (pela roupa e pelos antebraços) e retirá-la do carro amparando sempre a cabeça de forma a não agravar lesões cervicais se fôr o caso.
Em caso de paragem respiratória deverá praticar-se imediatamente ao ferido a respiração artificial boca a boca.


Fonte: http://www.primeirossocorros.com/